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sábado, 23 de outubro de 2010

Uma antiga inquietação: O computador vai substituir o professor?

Esta pergunta é assombrosa, parece até filmes futuristas como - Inteligência artificial- e outros. E o pior é que este futuro pode não estar tão distante assim, ou pior ainda, já é uma realidade em muitas localidades.
“Freinet sonhava com uma escola que permitisse o prazer, a aprendizagem agradável e divertida.

Rousseau pensava numa escola que não corrompesse o homem, deixando simplesmente vir à tona o que temos de melhor.

Jean Piaget queria que os níveis mentais fossem respeitados, sem pular etapas, para que não tivéssemos que aprender aos saltos, ou decorar o que não entendemos...


Paulo Freire sonhava com um lugar em que o saber do aluno fosse valorizado, onde a relação vivida nas aulas fosse o ponto de partida para uma grande transformação do mundo.

Goleman escreve sobre uma escola que permita desenvolver o lado emocional, que tenha espaço para as artes, a música, as coisas que, enfim, nos fazem mais humanos...”Andrea Cecília Ramal,
O que todos estes educadores desejaram outrora continua no campo das idéias, não conseguimos concretizar.
Com o advento das salas multimídias e da busca do professor para acompanhar esta tendência de aulas mais agradáveis está sendo possível esta concretização.
O professor agora tem um peso menor sobre seus ombros o conteúdo maçante e repetitivo pode ser deixado para o computador e as nossas aulas serem mais amigas, artísticas poéticas e cooperativas _ a interação mais humana que cognitiva._ O computador pode transformar nossas exposições enfadonhas em aulas multimídia interativas. O professor pode tornar a escola um lugar feliz, juntamente com os alunos, propor links e janelas para a sala de aula e aprender não será mais uma tarefa árdua e penosa, mas sim uma aventura.

Por que em algumas escolas o computador ainda não substituiu o professor?
Algumas escolas tem laboratórios de informática, onde os computadores ficam centralizados, e a informática sendo uma disciplina da grade curricular, com 45 minutos de aula e provas para nota. Esse é um processo válido dentro da chamada “alfabetização em informática”, mas não podemos chamar essa forma de utilização de “informática educacional”. Infelizmente, esse ainda é o quadro encontrado na maioria das escolas que utilizam o computador com seus alunos. Com essa forma de uso do computador, a escola estará utilizando o computador como uma ferramenta pedagógica de auxílio ao professor e aos alunos no processo de ensino-aprendizagem.
O uso do computador, enquanto instrumento tecnológico, na educação está sempre associado a milagres ou a revoluções. O computador, por si só, não é um agente de mudanças. Se para o professor, ensinar é transmitir conhecimento, é fixar regras, o computador, com todos os seus recursos de multimídia (som, imagem, animação), será apenas uma versão moderna da máquina de ensinar skineriana. Nele, software, ditos educativos, transmitirão informações de forma muito atrativa, farão exercícios de fixação de conteúdos com um controle preciso sobre a quantidade de erros de cada aluno (sem se preocupar com a qualidade do erro) e proporcionarão a todos a falsa idéia de modernização. O que acontece de fato, na grande maioria das vezes, é uma modernização conservadora, onde o “espírito” revolucionário do uso do computador é subvertido pelo sistema educacional vigente e convertido em instrumento de sua consolidação.
O computador pode ser uma ferramenta muito útil ao professor na transmissão de informações aos seus alunos, pois com todos os seus recursos, enriquece esse processo. O computador dentro das salas de aula, junto com o quadro, o giz, o vídeo, a tv, o som, os mapas, os livros, os gibis, as revistas, os jogos pedagógicos, a cola, a tesoura, o lápis de cor. O computador dentro da sala de aula junto com o professor e com os alunos, dentro da proposta pedagógica da escola.é isso que o professor moderno deve procurar fazer.



Elizandra Tavares

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